Amar a Vida (2)

“A vida é o que fazemos dela."

A história do blog Amar a Vida

Daqui a pouco mais de um mês, o blog Amar a Vida fará a sua estreia, e hoje me peguei pensando em como tudo isso começou. Em essência, mistura-se com a minha vida, com tudo aquilo que guardo em meu coração. Está impregnado de quem fui, de quem sou e de quem serei; está impregnado de mim. Isso me dá uma nostalgia boa, aquele tipo de melancolia mesclada a um sentimento doce que nos atinge quando reparamos que a vida está passando e nós estamos crescendo. Pessoas cumpriram sua parte em nossa história e se foram para dar lugar a outras, a uma nova vida, a um novo capítulo do nosso livro enquanto também continuam a escrever as próprias páginas de suas vidas. Marcamos e fomos marcados em épocas e momentos que foram especiais, alegres, tristes ou simplesmente ordinários, mas que já não se encaixam mais aqui dentro a não ser como lembranças. Doces, mas com algumas notas de tristeza, arrependimento — e muitas, muitas de crescimento e aprendizado. Diferentemente de um momento normal do cotidiano em que nos dá um estalo para algo que definimos como genial, a ideia do blog me veio aos poucos, sem nem mesmo idealizar desde o princípio. Simplesmente caiu de bandeja em uma das minhas versões, em uma das fases da minha vida. Quando percebi, descobri-me não apenas querendo dividir as histórias que escrevia, mas amando resenhar as histórias que lia, os filmes que assistia e compartilhar sobre música e dicas de estudos. Mas a essência, aquilo que há de mais intrínseco e que é a principal mensagem que quero passar… ah, essa veio depois. Veio quando estava passando por um momento delicado. O blog Amar a Vida surgiu na tempestade do deserto pelo qual estava cada vez mais me embrenhando. Em uma caminhada voltada para o meu interior doente e repleto de tristezas e amarguras. Entre questionar por que aquilo acontecia e perceber o quanto era necessário. Nasceu quando voltei o olhar para o céu, e tomei consciência de que, no meio do caminho, havia deixado Aquele de mais precioso para trás: Deus. E como disse um sacerdote muito querido, Frei Gilson, um dos grandes responsáveis pelas mudanças que andam acontecendo em minha vida, um verdadeiro instrumento divino, “não se tira Deus da jogada”. Quando me reencontrei com Ele, vi o porquê daquele deserto, daquela falta de vontade de viver. Deparei-me com o tamanho das minhas misérias interiores, e entendi a função maior do sofrimento: ele nos purifica. Aquele deserto estava me purificando, fazendo-me crescer e ser mais forte. E foi no meio da percepção de que precisava mudar, retirar mágoas e ressentimentos do coração e, principalmente, libertar-me para poder voltar a amar a vida; além das ideias iniciais, um desejo tomou conta do meu coração: ajudar as pessoas a se lembrarem de voltar o olhar para o alto, para o verdadeiro sentido da vida. Então, caso você se encontre hoje em meio ao deserto, não entende o porquê de tanta apatia e falta de amor a cada segundo da sua existência, sente que precisa urgentemente voltar a se amar, a voltar seu olhar para o que é bom, belo e verdadeiro e descobrir por que você existe e qual é a sua missão nessa vida, fica. Dê o primeiro passo, talvez eu possa te ajudar. Deixe Deus transformar sua vida, assim como ele transformou a minha. De uma maneira linda e inesquecível. Abra o seu coração e viaje para dentro dele em uma descoberta que promete e requer mudanças. Vem aí, Amar a Vida. Em todas as estações — mesmo nas mais difíceis! Com amor, Elisabeth.

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A vida é mesmo surpreendente!

Há caminhos que só se revelam quando aprendemos a silenciar por dentro. Quando jogamos luzes sobre a escuridão. Há dores que não se desfazem com o tempo, mas se transformam quando lhes damos sentido. Como dizia Guimarães: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Coragem para recomeçar, para reacender a chama da esperança dentro do peito e viver com alegria e sentido. A terapia é esse espaço onde sua alma pode respirar, desabafar, se encorajar… e a sua história encontrar novos capítulos! Se algo em você pede mudança, eis-me aqui para caminhar com você! 🕯️🧺💌

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Nossa história… ❤️

Nós nos encontramos justamente em uma das aulas do professor Gurgel, e por termos a paixão literária, já sabia desde o começo que a literatura, a escrita e a arte seriam uns dos pilares que sustentariam o nosso amor. Começamos a partilhar as nossas vidas e descobrimos mais um gosto, ou melhor dizendo, uma devoção em comum: a de Nossa Senhora. A primeira novena que rezamos juntos foi justamente a devoção em que hoje fazemos parte que é o Apostolado da Medalha Milagrosa, de Nossa Senhora das Graças. Incrível perceber também o quanto o nosso amor teve a intercessão de São José. Lembro que a Elisabeth há bastante tempo não se achava pronta para um relacionamento, e quando ela justamente deu o “aval” e um pedido específico para São José, eu apareci no seu direct, elogiando o seu blog. E eu, meu bem, não pensei que São José fosse me conceder realmente alguém não só parecido com Enrico, mas infinitamente melhor. De todos os presentes que o Bom Deus me deu, você foi o que Ele escolheu para me levar para o Céu. De todas as graças que Nossa Senhora me concedeu, você foi a que mais tocou e marcou eternamente o meu coração. Lembro-me bem das noites em que rezei por ti sem nem te conhecer, recordo-me igualmente de pedir a São José, a Mãezinha e ao meu Anjo por ti, mas sempre terminava pedindo apenas para que preparassem. Até que em uma noite, já deitada e esperando o sono chegar, pensei em você e a oração terminou diferente. E como uma tempestade silenciosa, você chegou. De repente, não conseguia mais parar de conversar com o rapaz de olhos tão bonitos quanto misteriosos, dono das fotografias mais lindas que já tinha colocado meus olhos e que, tão logo vi pela primeira vez, meu coração reconheceu quem era. Principalmente quando sorriu para mim, esse teu sorriso que é o mais lindo do mundo. Essa foto carrega algo de muito especial e simbólico, porque marca a nossa trajetória guiada por Nossa Senhora das Graças. De pés descalços, na pedra em que Ela apareceu para aquelas duas meninas, no sertão da Bahia, nós agradecemos a grande graça que a Mãe de Deus nos concedeu: unirmo-nos nesta vida para que façamos dela somente um único ato de amor rumo ao Céu! ❤️

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São João, a cidade das sete pontes

Foto de um fim de tarde em São João, tirada diretamente da Ponte da Cadeia, que fica ao lado da prefeitura. Para quem não sabe, conhecida como “a cidade onde os sinos falam” (ainda quero explicar sobre isso, aqui e no blog), São João del Rei é também conhecida pelas sete pontes que ligam uma parte à outra da cidade, que é cortada pelo Córrego do Lenheiro. Aquela ponte de pedra mais ao fundo é a Ponte do Rosário, e entre ela e esta ponte de onde tirei a foto, repare que tem uma ponte estreita de ferro, chamada de Ponte dos Suspiros. Ela liga o Largo do Tamandaré à escola João dos Santos e, geralmente, o pessoal tem receio de atravessá-la, principalmente as crianças, por causa da aparência frágil que ela possui em contraste com todas as outras. No último capítulo que escrevi, fiz uma cena muito fofa que se passava sobre ela. Novamente, preciso dizer: mal vejo a hora de mostrar para vocês meus personagens e todo esse mundo que estou criando, nascido antes em meu coração. Gostaram de saber um pouquinho mais de São João? Se não conferiu os outros posts do guia: “Cenário do meu romance”, que fala sobre os lugares da principal cidade do livro, vá na aba “minhas obras” e participe dessa viagem comigo!

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15º Texto de Verão (Ano 2022):Não morra como uma fotocópia!

“Todos nascemos originais, mas muitos morrem como fotocópias”. Essa frase do jovem italiano Carlo Acutis, beatificado pela Santa Igreja em virtude de um milagre ocorrido no Brasil, é o nosso tema de hoje. Durante sua bela passagem pelo mundo, Carlo sempre a utilizava para alertar as pessoas sobre a importância de descobrirem os dons próprios que Deus havia lhes dado, para não passarem pela vida sem explorar suas potências e, consequentemente, morrerem sem cumprir com o que Deus esperava delas – o que, infelizmente, acontece todos os dias. Além dessa busca, precisamos também tomar cuidado com outro perigo para não nos transformarmos em uma infeliz fotocópia: a covardia. Muitas pessoas para serem aceitas abandonam seus próprios valores para agradar aos outros ou então se omitem por puro medo, fazendo do silêncio seu fiel escudeiro. Talvez você, que está lendo isso agora, sinta-se interiormente envergonhado todas as vezes que se lembra de já ter protagonizado tal situação ou por estar vivenciando isso hoje – e é para se sentir envergonhado mesmo, eu também me sinto! Sim, eu já cometi essa besteira e é exatamente por isso que estou aqui. Teve uma determinada época da minha vida que, sem querer, acabei me juntando a uma turminha com a qual eu compartilhava um certo trabalho, mas que tinha valores completamente diferentes dos meus. O tempo foi passando, e comecei a me calar cada vez mais – isso sem falar das situações embaraçosas que, de vez em quando, surgiam e me tiravam a paz. O resultado disso tudo foi um só: tive de abandonar um projeto muito legal que estava construindo, porque a base dele estava toda sobre areia e, uma hora ou outra, quando a maré subisse com uma força maior, terminaria por destruir tudo aquilo que havia de bom. Não fico remoendo isso, porque há algo de sábio que sempre tiramos dos erros e do qual gosto muito: no fim, sempre aprendemos a fazer o certo. Eis a lição e o fato: de nada adianta você plantar coisas boas em um solo onde reina a falsidade, pois nada de bom crescerá. No mínimo, você só perderá tempo; no máximo, se seguir por um caminho mais grave, pode colocar em risco aquilo que há de mais precioso em você, aquilo que verdadeiramente importa: sua alma! Portanto, jamais negocie seus valores! Nós, como bons filhos amados de Deus, além da busca pela nossa vocação (aquilo que o Pai espera de nós e que só nós podemos fazer), precisamos com afinco nos tornar cada dia mais autênticos, termos sempre como guia o bom, o belo e o verdadeiro. Fazer tudo com amor e com os olhos voltados para o céu. Coragem! Coragem, ainda que tentem te calar a qualquer custo! Não traiamos a Deus e aos nossos próprios corações. Escolha hoje não morrer como uma infeliz e covarde fotocópia!

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13º Texto de Verão (Ano 2022 – Memória de Fabiano Mendonça Chaves): Minha singela homenagem ao Tio Faloló

“O que aconteceu comigo, nunca cê é capaz de pensar e de calcular” – Fabiano Mendonça Chaves Ainda ontem pensava em como no fundo de nossos corações uma voz ressoa avisando de que algo não vai bem. Esta voz, é nossa consciência, que é Deus. Lembro-me – e isso ficará para sempre cravado em minha memória! – da última vez que te vi, aquela correria antes de ir embora. Olhei para o senhor, sentadinho no sofá como sempre, e pensei: dane-se essa doença! Eu preciso dar um abraço de despedida no meu tio tão querido. Em segundos, passou-se em minha cabeça que aquele pudesse ser o nosso último abraço, porque a vida nunca tem hora marcada para levar embora da gente quem mais amamos. Então, eu afastei aquele pensamento ruim e te abracei bem forte, Tio Fá. Prometi em meu coração que logo retornaria para te ver outra vez, quando tudo voltasse a ser como era antes. Mas nada nunca mais será como antes, e hoje tive certeza disso. Não tive a oportunidade de lhe contar que criei um personagem em meu livro que é o senhor todinho, Seu Valentim. Fiz em homenagem ao senhor, um dos homens mais extraordinários e inteligentes que já conheci em toda a minha vida. Foi uma forma simples de te eternizar com o que sei fazer de melhor: escrever. Queria tanto ter contado isso ao senhor, ter a oportunidade de lhe abraçar outra vez… Agradeço a Deus por ter me concedido a chance de estar pertinho de ti esses últimos anos de uma forma diária. Foi um segundo pai para mim. Sempre que voltava da faculdade, lá estava o senhor sentadinho, esperando para conversar e contar mais uma vez as histórias impressionantes da vida repleta de aventuras e momentos históricos que o senhor viveu e falar sobre cada um dos dez mil livros que o senhor leu; sobre a construção de Brasília, a vez que apertou a mão do presidente Juscelino, aquela outra em que viu a “mula sem cabeça”, aquela da cobra a qual o senhor venceu no rio, da bala que o acertou abaixo do olho e que ficou para sempre em sua cabeça, da confusão no helicóptero… Guardarei para sempre em minha memória todas elas, e se antes Seu Valentim cresceu tanto, a ponto de se tornar o melhor personagem do meu livro perante quem está acompanhando, sem nem mesmo imaginar que isso aconteceria, hoje, faço questão de trabalhar com afinco para que ele continue neste posto até o fim de cada uma das páginas que vou escrever. Como infelizmente não pude te contar sobre o meu anseio de eternizá-lo na literatura da qual o senhor tanto gostava, pedi a Nossa Senhora para que ela te abrace por mim e lhe conte essa singela homenagem, que não passará nem perto da grandiosidade de quem o senhor realmente foi. Que Ela e Nosso Senhor Jesus Cristo te recebam de braços abertos no paraíso. Saiba que terá uma alma aqui na terra que continuará a rezar e se lembrar sempre do senhor até o fim de seus dias. Obrigada por tudo, tio Fá! Obrigada pelas histórias, pelas conversas, pelas balinhas nas férias e a sua companhia sem igual. Até o céu, meu eterno tio Faloló!

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Causos de cinema: “Meu amor é um príncipe” (2018)

Título original: “A Royal Winter” (Um inverno real) Maggie Marks é uma jovem americana recém-formada na faculdade de Direito e prestes a conseguir um bom emprego. Em meio a tanta pressão e estresse, o início de uma pequena crise existencial se faz presente na vida de nossa mocinha. Ela, que sempre amou trabalhar com crianças, agora, vê-se diante da possibilidade de passar seus próximos anos trancada dentro um escritório vinte e quatro horas por dia. Quem percebe que algo precisa mudar na vida de Maggie é sua melhor amiga, Sarah, que prontamente a convida para passar duas semanas longe de Nova York e lhe fazer companhia em uma viagem para a Europa, mais especificamente em um pequeno reino chamado Calpurnia, a sudoeste dos Alpes Franceses (já deu para sentir o clima frio e delicioso de inverno, né?!). Após muita insistência de Sarah, Maggie finalmente concorda, e nosso romance acontece logo em seu primeiro dia no outro lado do oceano, quando Sarah faz Maggie prometer que viveria uma aventura, algo que não é nem de longe o estilo da melhor amiga. Maggie, uma garota extremamente centrada e certinha, concorda apenas para se livrar da melhor amiga, mas o destino tem outros planos ela. Quando a amiga sai para um passeio turístico, deixando-a caminhar sozinha pelas ruas do reino aconchegante e ao mesmo tempo congelante, Maggie quase é atropelada por um motoqueiro, que acaba roubando seu chapéu. Após correr atrás do desconhecido, Maggie conhece o belo e divertido Adrian. E a partir daí, os dois começam a sair juntos e a se conhecerem melhor, deixando tudo sempre no “mistério”. No entanto, alguns mistérios são difíceis de se manterem ocultos por muito tempo, e quando Maggie e Sarah visitam o museu local, descobrem que Adrian, na verdade, não é um europeu comum como ele tão bem aparentava ser, mas um príncipe às vésperas de se tornar rei. A poucos dias de sua coroação, Adrian continua a levar sua vida de forma leve e despreocupada, bem como nem um pouco adequada para sua posição como o principal membro da família real de Calpurnia. Conhecido pela imprensa como o “partido mais cobiçado da Europa” e “príncipe playboy”, Adrian, na realidade, possui uma face desconhecida por todos e se sente muito perdido por não ser nem um pouco parecido com seu finado pai, que foi um grande líder estadista. Quando conhece Maggie em um de seus passeios pelo reino, encanta-se por ela à primeira vista e começa a dividir com a jovem nova-iorquina pedaços de sua vida que somente seu amigo e secretário conhece. Aos poucos, descobrem que têm muitas coisas em comum como, por exemplo, a paixão pelas crianças e as incertezas sobre o futuro. “— Pensa bem se você não está vivendo a vida que você acha que deveria viver, em vez da que você quer.” Apesar de ficar ainda mais relutante após descobrir a verdadeira identidade de Adrian, Maggie deixa-se levar e vive sua primeira aventura romântica, que acaba estampada nas capas dos jornais locais. Quem não gosta nem um pouco do romance entre o príncipe e a plebeia é a rainha Beatrice, que vai tentar impedir que os laços entre os dois jovens se estreitem e, principalmente, que nada impeça a coroação de seu filho. Beatrice só não sabe que Maggie já adentrou o coração de Adrian, que é aos seus olhos e de todo o reino, um rebelde sem causa; e que tentar separá-los poderá causar estragos ainda maiores. “Fica, por favor. Não posso te perder.” E aí, meus amores? Gostaram da resenha? Comentem aqui embaixo! Eu, por exemplo, sou apaixonada pelos filmes da Hallmark, eles possuem muitos filmes natalinos e este, apesar de não ter uma temática natalina, possui a mesma magia e o encanto dos outros. Amei muito e já reassisti diversas vezes! Logo, está mais que indicado para você fazer o mesmo. Vale a pena guardar, ver e rever!

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Causos de cinema: “Karatê Kid – A hora da verdade (1984)

Nosso filme começa quando Daniel Larusso (Ralph Macchio), muda-se para a Califórnia com a sua mãe (Randee Heller). É interessante ver que, desde a primeira cena do filme, Daniel é forçado a amadurecer. Isso se intensifica ainda mais quando, na primeira festa em que ele é convidado por um vizinho, conhece Ali (Elisabeth Shue), uma garota rica que tem um ex-namorado encrenqueiro e fera no karatê. Logo nesse luau, Daniel tenta ajudar Ali em uma briga com o ex, e leva uma surra deste. Logo após isso, ele conclui que precisa retomar as aulas de karatê, que fazia em New Jersey, e se vingar a todo custo de Johnny Lawrence (William Zabka) e seus amigos, o que se torna cada vez mais complicado, pois ele começa a ser atormentado no colégio pela trupe praticamente todos os dias. Para completar, a escola de karatê que conheceu na nova cidade era justamente a que Johnny frequentava. Mas nem tudo está perdido, e quando ele conhece um vizinho de condomínio, imigrante de Okinawa, sua história começa a mudar. Sr. Miyagi (Pat Morita) é um velho mestre de karatê que leva uma vida simples e tranquila, porém carrega uma história marcada por grandes perdas que se revelarão ao longo da trama. O homem que representa um Japão tradicional e antigo, além de muito sábio, aproxima-se aos poucos do jovem Daniel, e juntos começam a cultivar uma amizade interessante e, de certa forma, bem paternal. Após salvá-lo de uma das surras da gangue, decide passar todo seu conhecimento sobre o karatê para Daniel. E nesse ponto as coisas se tornam ainda mais interessantes no desenrolar da trama. Após ambos irem até a Cobra Kai, a escola de karatê de Johnny, eles aceitam participar de uma luta que ocorrerá dali a dois meses. E é nesse meio tempo, enquanto o romance de fundo com Ali acontece, Daniel começa, enfim, a trilhar uma verdadeira jornada de amadurecimento. Sr. Miyagi, de forma sutil, começa a ensiná-lo não somente as técnicas da arte marcial, mas o sentido dela como um todo. E, diferentemente do que os garotos da Cobra Kai foram ensinados, o velho homem mostra ao briguento e impulsivo Daniel que aprender Karatê não tem nada a ver com entrar em brigas ou se vingar. “– Alguma vez se meteu em briga quando jovem? – Em muitas. – Mas nada como meu problema, certo? – Por quê? Briga ser briga. Sempre igual. – Mas sabia karatê. – Sempre ter quem sabe mais. – Alguma vez teve medo de lutar? – Sempre. Miyagi detesta brigar. – Mas gosta de karatê. – E daí? – Karatê é luta. Você treina para lutar. – É isso que você pensar? – Não. – Então para que treinar? – Para não ter que lutar. – Miyagi ter esperança em você.” E assim, vemos Daniel desenvolvendo-se cada vez mais durante o filme, e isso é bem perceptível na forma como ele passa a se portar! Durante essa jornada em que nem vemos o tempo passar, assistimos um velho homem que não pôde passar seus ensinamentos para frente tendo a oportunidade de ensinar a Daniel, um garoto que passou a vida sem ter um pai que o ensinasse tantas coisas. E o final, gente linda, é de encher os olhos e o coração. É simplesmente magnífico! Esse, com certeza, é um dos melhores filmes que já assisti! Vale mais que a pena ver, guardar e rever! P.S.: Assisti ao filme através da BP Select. Para quem não conhece, é a plataforma de filmes da Brasil Paralelo. Por R$19,00 por mês, você tem acesso aos melhores filmes da vida – que passam mensagens extraordinárias! –, às análises do professor Guilherme Freire e muito mais!

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Tradição e atemporalidade

“[…] é a modernidade que envelhece.” E muito! Para vocês terem uma noção, essa frase traduz tanto a minha essência e meus pensamentos que, no momento em que estava fazendo a arte, meu irmão adentrou meu quarto para buscar algo e perguntou se fora eu quem tinha escrito! Quando disse que não, ele respondeu: “mas é o tipo de coisa que você escreveria!”. E é mesmo, com toda certeza! Este livro já mora no meu coração! 🤍 E se você ainda não leu a resenha, vá na aba Literatura. Caso não tenha visto também o post com as melhores frases e cenas da obra “O Despertar da Senhorita Prim”, de Natalia Sanmartin, clica logo nas recomendações!

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As melhores frases e trechos do livro “O Despertar da Senhorita Prim”, de Natalia Sanmartin

Boa tarde, gente linda! Como vocês estão? Espero que muito bem! Ontem, postei no blog a resenha de “O Despertar da Senhorita Prim”, de Natalia Sanmartin, esse livrinho maravilhoso e que contém inúmeros ensinamentos que são verdadeiros tesouros. Por isso, além da resenha, do vídeo sobre primeiras impressões que postei no Instagram e no canal, decidi fazer também uma postagem com os melhores trechos e frases. Como o livro é bom demais da conta, “sentem que lá vem história” (risos)! “O que havia acontecido naquele intervalo? Se a Senhorita Prim a caminho do seu novo emprego o tivesse perguntado à proprietária da papelaria, ela teria explicado que esse mistério de prosperidade era resultado da tenacidade de um jovem homem e da sabedoria de um velho monge. Mas, como a senhorita Prim com seu passo ligeiro em direção à casa não reparou na sofisticada loja, a proprietária não pôde revelar-lhe com orgulho que Santo Irineu de Arnois era, na verdade, uma próspera colônia de exilados do mundo moderno à procura de uma vida simples e rural.” “Você sempre diz que é preciso fazer o que em justiça é preciso fazer. Você sempre diz.” “Minha única intenção é que as crianças possam um dia tornar-se tudo o que a escola moderna é incapaz de produzir.” “[…] parece-me surpreendente ver um burocrata em um casamento.” “[…] mas qualquer mulher percebe sem dificuldade que Darcy é um homem que diz exatamente o que tem de dizer a todo momento. – O que é perfeitamente natural – respondeu ele –, se levarmos em consideração que é uma personagem literária e que há uma mão que escreve seus diálogos. […] O que ponho em questão é que a personagem de Darcy represente um homem perfeito. A novela, como certamente se lembrará, chama-se Orgulho e preconceito porque Mr. Darcy é orgulhoso e srta. Elizabeth Bennet é preconceituosa. Ergo, senhorita Prim, Darcy não é perfeito, porque o orgulho é o maior dos defeitos de caráter, e um homem orgulhoso é profundamente imperfeito. – Como o senhor, sem dúvida alguma, deve saber por experiência – respondeu a bibliotecária antes de levar a mão à boca, horrorizada com o que acabava de dizer.” “[…] Além disso, uma coisa me diz que não será a última vez que devo perdoar-lhe.” “– Senhorita Prim – perguntou a pequena Eksi do outro lado da mesa –, não acha que nosso tio diz sempre o que tem de dizer? – É possível, querida, é possível – murmurou ela muito acalorada. Depois foi para perto do forno, abriu a porta com cuidado e pôs lá dentro com certa impetuosidade, poderia dizer-se que até com um toque de euforia, seu maravilhoso bolo.” “– Mas, minha querida, olhe para si – a voz clara e suave de Hermínia Treaumont deteve a senhorita Prim – Mora na casa de um homem, trabalha o dia inteiro sob as ordens de um homem e recebe um salário do mesmo homem, que a cada primeiro dia do mês paga pontualmente todas as suas despesas. Realmente tinha a ilusão de estar liberada da dependência masculina?” “– Acalme-se, Prudência. Nenhum homem pode converter-se a si mesmo ou a outro tendo sua própria vontade como única ferramenta, não se preocupe com isso. Somos causas secundárias, lembra-se? Por mais que nos empenhemos, a iniciativa não é nossa. – Não sou tomista – disse a bibliotecária secamente contrariada pela sensação de ter deixado entrever seus medos. Surpreso, ele a observou como um pai olha para uma menina que se orgulha de não saber ler. – Esse, senhorita Prim, é o seu grande problema.” “[…] não classificava os problemas como grandes ou pequenos, como todo o mundo faz. Ele sempre dizia que os anjos estão nas coisas simples, e nunca há anjos onde as coisas são complicadas. Pensava que o pequeno é importante.” “Não, é claro que não. A Redenção não se parece nem um pouco com os contos de fadas, senhorita Prim. São os contos de fadas e as antigas lendas que se parecem com a Redenção. Nunca reparou nisso? É como quando se copia uma árvore do jardim no papel. A árvore do jardim não se parece com o desenho, não é? É o desenho que se parece um pouco, apenas um pouquinho, com a árvore real.” “Pense desta maneira: se estivesse convencida de que o mundo se esqueceu de como pensar e educar, se acreditasse que a beleza da literatura e da arte estivessem marginalizadas, se pensasse que a força da verdade fora silenciada, o que o mundo ensinaria a seus filhos?” “– Uma pessoa tolerante? – riu ele. – Vamos lá, Prudência, eu diria que é uma pessoa extremamente rigorosa. Admito que é uma virtude maravilhosa para seu trabalho e sou o primeiro a beneficiar-me disso, mas deve ser um fardo muito pesado para umas costas tão frágeis como as suas.” “Vamos lá, não é tola, Prudência, apenas se comporta como tal. […] o que acontece é que há algumas coisas que a fazem sofrer, e a fazem sofrer porque não as entende bem, simplesmente isso.” “– Essa resposta não é digna de uma mente clara, Prudência. E é um dos frutos da educação antitomista de que é tão orgulhosa. A questão aqui ou em qualquer outra discussão não é se minha resposta é ou não religiosa, mas se é ou não é verdadeira. Não vê a diferença? Responda-me com argumento, Prudência, diga-me que acredita que não é verdade o que digo, explique-me porque isso não é verdade, mas não me responda que meu argumento não funciona porque é religioso. A única razão pela qual meu argumento pode não servir aqui ou no fim do mundo é simplesmente porque seja falso.” “[…] O que acontece é que só reconhece a verdade quando ela está vestida de roupa secular.” “– Estou com frio. O senhor se importaria de levar-me já para casa? – Importar-me? Estou sempre disposto a levá-la para casa, Prudência.” “– Que beleza salvará o mundo? – disse em voz baixa. O

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Minha vista favorita da cidade: a igreja do Carmo!

Definitivamente, a minha vista preferida da cidade! Rsrs. A igreja de Nossa Senhora do Carmo! Às vezes, escondida pelas casinhas na rua Getúlio Vargas; outras, no mais alto de sua beleza e de seu esplendor, como nesta foto. Só digo uma coisa: guardem bem essa imagem na cabeça. Essa igreja e seus arredores participam bastante do meu livro. E muitos momentos especiais, serão vividos nela, bem como na igreja de São Francisco de Assis. Aos pouquinhos, vocês vão conhecendo essa minha cidade maravilhosa e encantadora, pela qual sou apaixonada e humildemente resolvi eternizar nas páginas da minha história! 💛

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Resenha: “O Despertar da Senhorita Prim”, de Natalia Sanmartin (2016)

“O que havia acontecido naquele intervalo? Se a Senhorita Prim a caminho de seu novo emprego o tivesse perguntado à proprietária da papelaria, ela teria explicado que esse mistério de prosperidade era resultado da tenacidade de um jovem homem e da sabedoria de um velho monge. Mas, como a senhorita Prim com seu passo ligeiro em direção à casa não reparou na sofisticada loja, a proprietária não pôde revelar-lhe com orgulho que Santo Irineu de Arnois era, na verdade, uma próspera colônia de exilados do mundo moderno à procura de uma vida simples e rural.” É basicamente assim que começa nossa história de hoje. Prudência Prim é uma mulher da cidade grande, tão independente e repleta de títulos acadêmicos quanto abarrotada de falsos ideais e uma educação que só mesmo a escola moderna pode formar. Aparentemente cansada das investidas do chefe, do ambiente frio e sem vida onde trabalhava todos os dias e o dia inteiro (como uma boa mulher moderna!), bem como da vida vazia na qual escondia sua verdadeira essência até mesmo de quem declarava ser seus “amigos”, ela vai atrás de uma vaga de emprego — a qual não cumpre o principal requisito: não ser formada e nem pós-graduada! —, no pequeno e tradicional vilarejo de Santo Irineu de Arnois. E é nesse encantador e misterioso vilarejo, onde não existem grandes indústrias, escritórios ou grandes empresas, e sua sobrevivência advém somente de produtos artesanais de altíssima qualidade e dos produtores rurais; que Prudência Prim começa a sua jornada de desconstrução, o seu despertar. É também lá, nesse pedacinho de chão, à primeira vista considerado estranho e um tanto retrógrado por ela, que o encantador e inteligente homem da poltrona, as crianças e aqueles que viriam a se tornar seus amigos de verdade, pouco a pouco, vão lhe mostrando os estragos causados pela constante destruição do ocidente. Estas pessoas causam primeiramente uma certa revolta em Prudência por irem contra tudo que lhe fora ensinado nas universidades, mas também a deixam constantemente perturbada com argumentos sábios e irrefutáveis. No fundo, só queriam ajudá-la e passar para ela tudo o que a experiência lhes mostraram sobre o moderno, e porque primam tanto pela preservação da tradição, da pureza de seus pequenos e da recuperação da antiga cultura. Em Santo Irineu, além de ser obrigada a enfrentar suas constantes batalhas interiores, a senhorita Prim se apaixona perdidamente pelo seu novo chefe, um homem que nada tinha a ver com ela em princípios e que, apesar de dizer com clareza que Mr. Darcy não é perfeito e só tem colocações tão fabulosas em momentos tão propícios em virtude da escritora inigualável que controla os seus diálogos, ele mesmo fala exatamente o que deve ser dito no momento em que deve ser dito — ainda que a Senhorita Prim o considere extremamente arrogante, dominador e prepotente por isso. E, aparentemente, orgulhoso também! Mas isso logo passa após uma expressão de autêntica de puro horror e um pedido sincero e concedido de perdão. Confesso que “O Despertar da Senhorita Prim” é um livro que há muito procurei, e há muito pouco encontrei. Por mais incrível que pareça, essa descoberta se deu consequentemente após o meu despertar para a Verdade. A obra trata de temas importantíssimos para os dias de hoje como, por exemplo, a questão do chamado “homeschooling” ou ensino domiciliar, a hipocrisia do movimento feminista, que engana a tantas mulheres e o qual é tão sórdido e perverso que constrói falsas ideias na sociedade, a ponto de mulheres como a Senhorita Prim — que declaram abertamente nunca terem levantado tal bandeira! —, dizerem que, no início, o movimento fora libertador e tantas outras falácias que elas concebem sem nem ao menos saber ou procurar encontrar tais origens tão sujas. Mas se engana quem pensa que o livro apenas refuta habilmente tantas coisas que o mundo moderno prega, como os estragos catastróficos causados nas personalidades humanas atuais, frutos de uma educação completamente destruída e desprovida do verdadeiro saber e busca pela verdade; esta grande obra de Natalia Sanmartin — a qual possui somente dois defeitos: o de terminar, e o de terminar sem um epílogo! —, mostra-nos que o vazio originalmente presente desde o nascimento nos corações dos homens só pode ser preenchido por Deus, e para chegar até Ele, não é necessária uma fé desprovida de razão, como muito se faz acreditar atualmente, mas é exatamente o contrário. E, caso passemos a vida sem buscá-Lo, corremos o risco não só de morrermos com os corações eternamente vazios, mas, como diz o querido Pe. Paulo Ricardo, sermos vítimas da maior tragédia que realmente é digna desse nome: “jamais vermos a Deus face a face!” “ — Mas — a senhorita Prim fez um esforço para encontrar as palavras — o senhor poderia me convencer a ir ao Taiti. O homem da poltrona se calou por um momento, que para a bibliotecária pareceu uma eternidade. — Eu iria até o fim do mundo apenas para convencê-la a ir ao Taiti — disse com estranha intensidade na voz. — Faria tudo o que estivesse ao meu alcance para convencê-la. Mas acredito que a nossa viagem seria um fracasso, um terrível fracasso, se a senhorita não tivesse certeza de que gostaria de conhecer o Taiti antes de começá-la.” Para quem não viu o vídeo sobre minhas primeiras impressões sobre o livro, basta ir ao meu Instagram e conferir o IGTV. Ele também está disponível no canal do YouTube, caso alguém prefira. Espero que tenham gostado e que não deixem de passar a vida sem ler essa verdadeira obra de arte repleta de diálogos profundos. Amanhã, teremos um post com os melhores trechos do livro. Com amor, Elisabeth.

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Maria Elisabeth

Olá! Muito prazer, eu me chamo Maria Elisabeth! Sou católica, noiva, tenho 25 anos, nasci em São Paulo, capital, mas sou completamente mineira e baiana de coração! Como uma autêntica peregrina, vivo entre as duas cidades que o Bom Deus me presenteou: São João del-Rei, uma cidadezinha histórica no sul de Minas Gerais, perto de Tiradentes; e a bela, também histórica mas repleta de mar, Salvador, na Bahia! Trabalho como escritora, terapeuta e fotógrafa da poesia heroica de cada dia.

Criei o blog Amar a Vida no início de 2022, depois de um encontro marcante, inesquecível e decisivo com Jesus Cristo, em que me reaproximei da Santa Igreja Católica. Como em um diário (mas aberto ao público!), aqui registro as minhas aventuras e peregrinações em busca da santidade. Compartilho meus aprendizados e memórias desta vida extraordinariamente comum, seja nas tardes ensolaradas e alegres de verão e primavera ou nas noites frias e tristes de outono e inverno… E em tudo isso, o objetivo maior: encontrar o tesouro guardado para todos aqueles que buscam a Verdade.

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