Amar a Vida (2)

“A vida é o que fazemos dela."

A história do blog Amar a Vida

Daqui a pouco mais de um mês, o blog Amar a Vida fará a sua estreia, e hoje me peguei pensando em como tudo isso começou. Em essência, mistura-se com a minha vida, com tudo aquilo que guardo em meu coração. Está impregnado de quem fui, de quem sou e de quem serei; está impregnado de mim. Isso me dá uma nostalgia boa, aquele tipo de melancolia mesclada a um sentimento doce que nos atinge quando reparamos que a vida está passando e nós estamos crescendo. Pessoas cumpriram sua parte em nossa história e se foram para dar lugar a outras, a uma nova vida, a um novo capítulo do nosso livro enquanto também continuam a escrever as próprias páginas de suas vidas. Marcamos e fomos marcados em épocas e momentos que foram especiais, alegres, tristes ou simplesmente ordinários, mas que já não se encaixam mais aqui dentro a não ser como lembranças. Doces, mas com algumas notas de tristeza, arrependimento — e muitas, muitas de crescimento e aprendizado. Diferentemente de um momento normal do cotidiano em que nos dá um estalo para algo que definimos como genial, a ideia do blog me veio aos poucos, sem nem mesmo idealizar desde o princípio. Simplesmente caiu de bandeja em uma das minhas versões, em uma das fases da minha vida. Quando percebi, descobri-me não apenas querendo dividir as histórias que escrevia, mas amando resenhar as histórias que lia, os filmes que assistia e compartilhar sobre música e dicas de estudos. Mas a essência, aquilo que há de mais intrínseco e que é a principal mensagem que quero passar… ah, essa veio depois. Veio quando estava passando por um momento delicado. O blog Amar a Vida surgiu na tempestade do deserto pelo qual estava cada vez mais me embrenhando. Em uma caminhada voltada para o meu interior doente e repleto de tristezas e amarguras. Entre questionar por que aquilo acontecia e perceber o quanto era necessário. Nasceu quando voltei o olhar para o céu, e tomei consciência de que, no meio do caminho, havia deixado Aquele de mais precioso para trás: Deus. E como disse um sacerdote muito querido, Frei Gilson, um dos grandes responsáveis pelas mudanças que andam acontecendo em minha vida, um verdadeiro instrumento divino, “não se tira Deus da jogada”. Quando me reencontrei com Ele, vi o porquê daquele deserto, daquela falta de vontade de viver. Deparei-me com o tamanho das minhas misérias interiores, e entendi a função maior do sofrimento: ele nos purifica. Aquele deserto estava me purificando, fazendo-me crescer e ser mais forte. E foi no meio da percepção de que precisava mudar, retirar mágoas e ressentimentos do coração e, principalmente, libertar-me para poder voltar a amar a vida; além das ideias iniciais, um desejo tomou conta do meu coração: ajudar as pessoas a se lembrarem de voltar o olhar para o alto, para o verdadeiro sentido da vida. Então, caso você se encontre hoje em meio ao deserto, não entende o porquê de tanta apatia e falta de amor a cada segundo da sua existência, sente que precisa urgentemente voltar a se amar, a voltar seu olhar para o que é bom, belo e verdadeiro e descobrir por que você existe e qual é a sua missão nessa vida, fica. Dê o primeiro passo, talvez eu possa te ajudar. Deixe Deus transformar sua vida, assim como ele transformou a minha. De uma maneira linda e inesquecível. Abra o seu coração e viaje para dentro dele em uma descoberta que promete e requer mudanças. Vem aí, Amar a Vida. Em todas as estações — mesmo nas mais difíceis! Com amor, Elisabeth.

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A vida é mesmo surpreendente!

Há caminhos que só se revelam quando aprendemos a silenciar por dentro. Quando jogamos luzes sobre a escuridão. Há dores que não se desfazem com o tempo, mas se transformam quando lhes damos sentido. Como dizia Guimarães: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Coragem para recomeçar, para reacender a chama da esperança dentro do peito e viver com alegria e sentido. A terapia é esse espaço onde sua alma pode respirar, desabafar, se encorajar… e a sua história encontrar novos capítulos! Se algo em você pede mudança, eis-me aqui para caminhar com você! 🕯️🧺💌

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Nossa história… ❤️

Nós nos encontramos justamente em uma das aulas do professor Gurgel, e por termos a paixão literária, já sabia desde o começo que a literatura, a escrita e a arte seriam uns dos pilares que sustentariam o nosso amor. Começamos a partilhar as nossas vidas e descobrimos mais um gosto, ou melhor dizendo, uma devoção em comum: a de Nossa Senhora. A primeira novena que rezamos juntos foi justamente a devoção em que hoje fazemos parte que é o Apostolado da Medalha Milagrosa, de Nossa Senhora das Graças. Incrível perceber também o quanto o nosso amor teve a intercessão de São José. Lembro que a Elisabeth há bastante tempo não se achava pronta para um relacionamento, e quando ela justamente deu o “aval” e um pedido específico para São José, eu apareci no seu direct, elogiando o seu blog. E eu, meu bem, não pensei que São José fosse me conceder realmente alguém não só parecido com Enrico, mas infinitamente melhor. De todos os presentes que o Bom Deus me deu, você foi o que Ele escolheu para me levar para o Céu. De todas as graças que Nossa Senhora me concedeu, você foi a que mais tocou e marcou eternamente o meu coração. Lembro-me bem das noites em que rezei por ti sem nem te conhecer, recordo-me igualmente de pedir a São José, a Mãezinha e ao meu Anjo por ti, mas sempre terminava pedindo apenas para que preparassem. Até que em uma noite, já deitada e esperando o sono chegar, pensei em você e a oração terminou diferente. E como uma tempestade silenciosa, você chegou. De repente, não conseguia mais parar de conversar com o rapaz de olhos tão bonitos quanto misteriosos, dono das fotografias mais lindas que já tinha colocado meus olhos e que, tão logo vi pela primeira vez, meu coração reconheceu quem era. Principalmente quando sorriu para mim, esse teu sorriso que é o mais lindo do mundo. Essa foto carrega algo de muito especial e simbólico, porque marca a nossa trajetória guiada por Nossa Senhora das Graças. De pés descalços, na pedra em que Ela apareceu para aquelas duas meninas, no sertão da Bahia, nós agradecemos a grande graça que a Mãe de Deus nos concedeu: unirmo-nos nesta vida para que façamos dela somente um único ato de amor rumo ao Céu! ❤️

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6ºTexto de Outono (Ano 2022): Como podes olhar para o céu e não te lembrares do Bom Deus?

Como podes olhar para o céu e não te lembrares do Bom Deus? Ali, naquele infinito azul, Ele está a te esperar retornar para a casa, como um Pai amoroso, deseja ansioso o regresso de Teus filhos. Espera que, ao lançar um olhar para o imenso azul do céu, tu te recordes d’Ele e anseies por Teu abraço. “Pulvis es, et in pulverem reverteris” (“Tu és pó, e em pó te hás-de tornar”) 🤍

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5ºTexto de Outono (Ano 2022): Um testemunho e um convite mais que especial!

Boa tarde, meus amigos! Tudo bem com vocês? Hoje, tenho um convite muito especial para as meninas e mulheres que acompanham o blog Amar a Vida e estão sempre atentas por aqui. Estão vendo esta caderneta preciosa e repleta de anotações valiosas? Pois é, essa é a minha caderneta de anotações do Clube da Autoestima (@apenasanastore ); e essas páginas que postei não é nem um por cento do quanto já aprendi no Clube, desde o ano passado, quando entrei. A Aninha (@analidialopess ) entrou na minha vida em uma fase muito complicada e, desde então, tornou-se uma das minhas maiores inspirações de mulher forte, bela e que ajuda tantas e tantas meninas e mulheres a amadurecerem, a conhecerem a verdadeira a autoestima, assim como está me ajudando. Nunca vou me cansar de repetir o quanto sou grata a Deus por tê-la colocado em minha vida, o quanto o Clube está transformando a minha vida, ajudando-me a amadurecer, a criar responsabilidades e ajudando-me a buscar a minha melhor versão. Lá dentro, temos várias aulas que são um verdadeiro tesouro, convidadas especiais, e-books e muito mais. E, agora, o Clube está passando por mudanças. Uma delas eu simplesmente amei: uma comunidade no Face, onde podemos nos conhecer melhor, profundamente — tão de pertinho que tive uma das minhas maiores surpresas: falei com a Aninha ao vivo! Isso ficará para sempre em meu coração! Portanto, prestem bem atenção: vocês sabem que sempre compartilho aqui o que gosto, aquilo realmente vale a pena ser reconhecido; e uma das minhas maiores certezas é de que você, menina e mulher que me acompanha, precisa fazer parte deste Clube. Como? Vou te contar! Hoje, a Semana da Autoestima na Prática vai começar! A Ana vai fazer a primeira das lives hoje, às 20h00min, e tenho certeza de que só essa semana será capaz de mudar a sua vida! Então, não perca tempo! Siga a Aninha e se inscreva rápido para não perder nada! Venha conhecer o Clube, tenho certeza de que você não se arrependerá! 💛

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4ºTexto de Outono (Ano 2022): Tu és um exemplo inigualável para mim! Feliz dia das mães, melhor mãe do mundo! ❤️

“Não disse Jesus Cristo que o maior de todos é aquele que serve os outros? A mãe é a alma do lar porque cuida de tudo: deita-se por último para pôr em ordem o que ficou desarrumado, e é a primeira a levantar-se para que não falte nada a ninguém; nunca se queixa dos seus sofrimentos, nunca procura um louvor; não se preocupa com o que mais lhe conviria; sabe o que agrada ao marido e aos filhos, e desdobra-se para trazer contentes todos aqueles a quem ama.” “As pequenas virtudes do lar”, de Padre Georges Chevrot A foto é antiga, mas a mamãe continua sendo a melhor mãe do mundo! Muito obrigada por tudo, mamãe! Por todo o amor e carinho que me dedica, pelas doses e mais doses de ânimo e calmaria, por sempre me impulsionar a ser minha melhor versão, por me ajudar a criar outros planos quando os primeiros dão errado, por se preocupar comigo sempre, por ter me ensinado a paixão pela leitura, por todos os momentos divertidos e engraçados que passamos juntas no extraordinário do nosso cotidiano, por ser minha melhor amiga e a minha melhor companhia, entre tantas outras coisas de uma lista infindável! Eu te amo do tamanho do teto da rua! Hoje e sempre! Que Nossa Senhora do Carmo te envolva com o Seu manto protetor, te abençoe e te guie sempre, colocando-a em Seu colo de Mãe! Tu és um exemplo inigualável para mim! Feliz dia das mães, melhor mãe do mundo! ❤️

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De que forma devo ler?

Lembram-se de quando comentei na live que, quando vamos ficando mais experientes no hábito da leitura, nossos olhos se tornam mais perceptíveis e ágeis para captar as sutilezas do texto? Pois bem! Para conseguirmos tal feito e mergulharmos nas palavras do autor, faz-se necessário não apenas espantarmos, de uma vez por todas, aquela ideia ridícula de que devemos ser leitores velozes, daqueles que engolem os livros; é preciso também tomarmos cuidado com o outro extremo, e não transformar nossos momentos de leitura, que devem ser prazerosos, num tal marasmo que nos deixa avoados para o que está acontecendo e cegos para as sutilezas da obra. Devemos ler de forma despreocupada, calma e atenta! Para demonstrar isso ainda mais, darei outros exemplos em relação ao conto “História Comum”, de Machado de Assis, o qual trabalhamos na live. Além da contradição que há quando o autor se refere à escrava nas frases “uma mucama triste” e seu próprio nome “Felicidade”, temos também um paradoxo presente no que se refere à história em si e seu título: “História Comum”. Agora, caro leitor, como pode ser comum uma história contada por um alfinete?! Machado também nos traz outra singularidade interessante: a história termina da mesma forma como começa – e aqui, não digo em relação somente à cena, como em tantos livros que se iniciam e se findam em cenas semelhantes, não! Até mesmo a frase é a mesma! E reparem em um detalhe de grande importância: o texto inicia e termina com três pontos! Se quiséssemos, poderíamos terminá-lo e recomeçá-lo como em um ciclo infinito, como se não existisse um fim, embora saibamos que ele está presente, e o pobre alfinete, após sua grande aventura, volta ao seu “status quo” de um mero alfinete e, aí sim!, não sabemos qual o seu fim – além de ter caído na aba de um chapéu de um transeunte. Teria ele mais aventuras para viver e para contar? Só Deus e o próprio Machado sabem a resposta. Por fim, tudo isso percebemos conforme vamos desbravando o mundo da literatura e não apenas lendo, como um desses sujeitos fanáticos que só pensam em terminar a obra e, antes mesmo de tal ato, já estão pensando na outra. Leitores de verdade leem calma, despreocupada e atentamente! Prontos para se tornarem um só com o texto e se deixarem marcar pela história contada. No início, você muito provavelmente não perceberá, mas quando menos esperar, vai se deparar com as marcas que a literatura é capaz de deixar em nossos corações e provará do fantástico sabor com que essas sutilezas presenteiam nossas almas leitoras.

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O “Causo” do alfinete, de Machado de Assis

Desejo saber quem aí leu esses trechos e se lembrou da nossa primeira live?! 🥰 E falando nela… Desejo muito saber se vocês já começaram a colocar em prática as pequenas e preciosas dicas que dei para facilitar o momento de leitura e se elas estão servindo de grande ajuda para avançar e, principalmente, perseverar. Ah, e se você também tem algum hábito específico que te ajuda na hora da ler, deixe igualmente nos comentários, vai contribuir ainda mais! Um aviso: estão lembrados das “pílulas” sobre as quais comentei que começaria a postar por aqui? Pois bem, ainda hoje, se Deus quiser, teremos a primeira delas no feed! Fiquem de olho! 🤍

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3ºTexto de Outono (Ano 2022): A própria Lizzy Bennet

Sentindo-me a própria Elizabeth Bennet, a personagem do meu romance favorito, com esse vestido medieval lindo da @loja.filhaamada ! 🤍🧺📝 Muito obrigada, @gabiathos2 ! Eu amei demais! E, meninas, fiquem com essa dica de uma loja maravilhosa e com um preço muito bom!

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2º Texto de Outono (Ano 2022): Uma nova foto para esta nova fase do perfil! 🍁

Olá, peregrinos! Preparem-se para muita literatura e variados textos sobre o extraordinário da nossa vida cotidiana. 🧺📝 Busquemos cada dia mais as coisas do Alto, a amar a vida em todas as suas estações e a transformar cada momento em uma memória que vale a pena guardar na mente e no coração. Façamos o dever que nos cabe, estando nele por inteiro e dando o melhor de nós mesmos. Lembrem-se: “Nada é pequeno se feito com amor”! 🌹

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Os melhores trechos de “As pequenas virtudes do lar”, de Pe. Georges Chevrot (1985)

Como prometido, meus amigos, os melhores “quotes” de “As pequenas virtudes do lar” saindo juntinho com a resenha. Espero que gostem e se decidam de uma vez por ler o livro! “E é necessário que nos exercitemos nas pequenas virtudes, sem as quais as grandes muitas vezes são falsas e enganosas.” “Ora, há um certo número de pequenas virtudes que, à semelhança da cortesia, não provocam uma admiração ruidosa; mas, quando faltam, as relações entre os homens se tornam tensas, penosas e até tempestuosas, a ponto de terminarem às vezes em desastre.” “[…] o lar […] não é lugar para discursos sábios e um pouco abstratos, mas para uma linguagem simultaneamente muito elevada e muito simples: a própria linguagem do Evangelho.” “Na realidade, temos somente uma vida que, para além da morte, não terá fim.” “Mesmo que, para a maioria dos homens, o tempo reservado à oração seja necessariamente muito curto, devido às suas muitas ocupações, não esqueçamos que vivemos todo o dia sob o olhar de Deus: devemos-lhe constantemente a homenagem da nossa obediência, que se traduz em oferecer-lhe explicitamente todas as nossas atividades.” “[…] Mas não sabemos que, embora muito curta, a nossa oração pode ser intensa? E por que procurar a Deus por um caminho em que Ele não nos espera? Deus marcou encontro conosco no lugar em que sua providência nos colocou: é lá que o encontraremos com certeza, no meio das nossas obrigações cotidianas. Pensemos apenas em oferecer-lhe essas tarefas, cumprindo-as o melhor que possamos.” “[…] a vida familiar implica uma quantidade enorme de pequenos deveres, que muitas vezes negligenciamos por serem numerosos ou por não parecerem importantes. Mas são importantes, e este é o motivo por que merecem a nossa atenção.” “É agradabilíssimo o lar onde todos se esforçam por ser corteses e acolhedores; os nossos ancestrais diziam ‘polidos’.” “Afinal, não voltamos para a casa para nos distendermos e descansar? De acordo, desde que a mola, ao distender-se, não salte bruscamente e acabe por ferir alguém. Para descansar, será indispensável levantarmos excessivamente o tom de voz ou assumir ares carrancudos?” “[…] o sorriso, as pequenas delicadezas e o antecipar-se aos desejos dos outros criam no lar uma atmosfera de repouso e de serenidade.” “Olhemos para Nossa Senhora. Todo o início do Evangelho de São João gira em torno dEla; é Ela quem obtém de seu Filho o milagre das bodas de Caná. Mas, depois, só volta a aparecer uma única vez durante a missão do Salvador. […] Apaga-se até à hora trágica da Cruz, em que volta para junto de seu Filho que vai morrer.” “A humildade não consiste em esconder-se para não fazer nada, mas em não nos admirarmos a nós próprios depois de termos feito o máximo e o melhor que tenhamos podido. Mais ainda: se queremos ter sucesso em algum trabalho, é preciso que não tenhamos nada em vista além desse trabalho, sem buscarmos os aplausos.” “Não se pode ser ao mesmo tempo ator e espectador; não podemos ir até à janela para nos vermos passar. O bom artista está todo inteiro na sua obra, apaga-se diante dela.” “[…] o melhor meio de assegurar o bom relacionamento no lar é que cada um se proponha tornar a vida amável aos outros.” “Lares infelizes são aqueles em que predominam as duas horrorosas leis do “cada um por si” e do “primeiro eu”. Cristo substituiu este reino do egoísmo pelo do amor, que implica esquecimento de si mesmo. “Encontramos nossa felicidade em tornar felizes os outros.” “Ninguém fica esquecido quando cada um se esquece de si pelos outros.” “Se por um lado, muitas vezes esperamos em vão o agradecimento de pessoas a quem ajudamos às custas de verdadeiros sacrifícios, por outro, há pessoas por quem fizemos muito menos e que muito tempo depois ainda continuam a lembrar-se dos favores recebidos e não param de pensar em novas maneiras de nos mostrar a sua gratidão.” “A nossa memória – não será antes o nosso coração? – é estranhamente caprichosa. Se, por um lado, esquecemos uma amabilidade que tiveram conosco, por outro, como nos lembramos de uma falta de atenção ou de uma palavra que nos feriu!” “Não é possível amar fora da verdade e, na linguagem da afeição, a mentira não passa de uma traição.” “A caridade não nos obriga nunca a aceitar uma opinião de que discordemos; pede apenas que não firamos os outros ao emitir uma opinião diferente da deles.” “[…] inchar a verdade ou diminuí-la habilidosamente é sempre alterá-la.” “A virtude da discrição consiste, em primeiro lugar, em não querer saber tudo; e, depois, em saber não dizer tudo.” “Que o vosso afeto seja ao mesmo tempo vigilante e paciente.” “Normalmente há nos fofoqueiros mais fumaça do que fogo.” “Se queres dizer-lhe umas verdades, começa por reconhecer todas as suas qualidades; depois passará ao capítulo dos defeitos.” “Esperar não é ter a certeza do amanhã, mas é ter confiança hoje; e confiança não em acontecimentos imprevisíveis, mas em Deus que dirige esses acontecimentos e que nos ama.” “A grande coisa não é o amanhã. Hoje é a grande coisa.” “Não nos embriaguemos com amanhãs fantásticos, nem nos inquietemos com amanhãs trágicos; cumpramos tranquilamente o nosso dever de hoje, que conhecemos, e saberemos cumprir o de amanhã, que ignoramos. […] Deus nos dará amanhã forças novas para enfrentarmos as novas dificuldades que hoje ignoramos.” “Deus não permitirá que se perca uma só gota do nosso suor, uma só gota das nossas lágrimas.” “Não nos deixemos hipnotizar pelas dificuldades: antes de mais nada, procuremos bem, e certamente acharemos a maneira de vencê-las.” “Mais do que numa gargalhada estrondosa, muitas vezes forçada, o bom humor revela-se no sorriso, num rosto sempre risonho, e é isso que o torna agradável e benfazejo.” “O homem benevolente, pelo contrário, começa por recusar-se a acreditar na culpa seja de quem for, enquanto não tiver provas certas; e depois, se tem certeza de que este ou aquele realmente cometeu um ato repreensível, faz o propósito de não comentar o

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Resenha de “As pequenas virtudes do lar”, de Pe. Georges Chevrot (1985)

“As pequenas virtudes do lar” é, sem sombra de dúvidas, uma obra necessária a todos nós. Através deste livro pequeno mas de um valor sem inestimável, Padre Georges Chevrot nos revela grandes tesouros que nos servem principalmente para a vida cotidiana do lar, mas também para com o próximo, em meio ao mundo. Logo na pequena introdução que o monsenhor faz, suas palavras me lembraram muito o que São Josemaria Escrivá sempre nos alerta em suas obras: Deus se encontra conosco em nossas atividades diárias, em nosso trato com o próximo no cotidiano, em nossa capacidade de nos doarmos, de amarmos o outro, e como assim trilhamos o caminho de santificação rumo à porta estreita do Céu. “[…] Mas não sabemos que, embora muito curta, a nossa oração pode ser intensa? E por que procurar a Deus por um caminho em que Ele não nos espera? Deus marcou encontro conosco no lugar em que sua providência nos colocou: é lá que o encontraremos com certeza, no meio das nossas obrigações cotidianas. Pensemos apenas em oferecer-lhe essas tarefas, cumprindo-as o melhor que possamos.” Ao longo de um pouco mais de noventa páginas, o sacerdote nos faz refletir sobre treze pequenas virtudes que nada têm de pequenas. Como ele mesmo diz no início: todo bom cristão deve possuí-las e que, embora não sejam glorificadas tanto quanto às grandes, passando muitas vezes despercebidas, sem elas, os relacionamentos humanos podem vir a se transformar em grandes tragédias (e por experiência própria: podem mesmo!). Utilizando-se de uma linguagem simples e sumamente nobre, o padre Georges Chevrot nos desafia a colocarmos em prática, de uma vez por todas, essas grandiosas virtudes, verdadeiras riquezas que podem transformar a vida no lar. Ele sabiamente nos relembra também de que não é de um dia para o outro que nos tornaremos santos ou virtuosos, mas que a perseverança é o elo entre todas as virtudes e o grande segredo para a santidade. “Perseverar não significa não cair nunca, mas levantar-se sempre.” E aí? Ficou a fim de conhecer quais são as pequenas virtudes do lar? Leia já esse pequeno tesouro! Siga-me também no Instagram para ficar por dentro de uma certa surpresinha que farei por lá a respeito deste livrinho!

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Maria Elisabeth

Olá! Muito prazer, eu me chamo Maria Elisabeth! Sou católica, noiva, tenho 25 anos, nasci em São Paulo, capital, mas sou completamente mineira e baiana de coração! Como uma autêntica peregrina, vivo entre as duas cidades que o Bom Deus me presenteou: São João del-Rei, uma cidadezinha histórica no sul de Minas Gerais, perto de Tiradentes; e a bela, também histórica mas repleta de mar, Salvador, na Bahia! Trabalho como escritora, terapeuta e fotógrafa da poesia heroica de cada dia.

Criei o blog Amar a Vida no início de 2022, depois de um encontro marcante, inesquecível e decisivo com Jesus Cristo, em que me reaproximei da Santa Igreja Católica. Como em um diário (mas aberto ao público!), aqui registro as minhas aventuras e peregrinações em busca da santidade. Compartilho meus aprendizados e memórias desta vida extraordinariamente comum, seja nas tardes ensolaradas e alegres de verão e primavera ou nas noites frias e tristes de outono e inverno… E em tudo isso, o objetivo maior: encontrar o tesouro guardado para todos aqueles que buscam a Verdade.

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