Amar a Vida (2)

“A vida é o que fazemos dela."

A história do blog Amar a Vida

Daqui a pouco mais de um mês, o blog Amar a Vida fará a sua estreia, e hoje me peguei pensando em como tudo isso começou. Em essência, mistura-se com a minha vida, com tudo aquilo que guardo em meu coração. Está impregnado de quem fui, de quem sou e de quem serei; está impregnado de mim. Isso me dá uma nostalgia boa, aquele tipo de melancolia mesclada a um sentimento doce que nos atinge quando reparamos que a vida está passando e nós estamos crescendo. Pessoas cumpriram sua parte em nossa história e se foram para dar lugar a outras, a uma nova vida, a um novo capítulo do nosso livro enquanto também continuam a escrever as próprias páginas de suas vidas. Marcamos e fomos marcados em épocas e momentos que foram especiais, alegres, tristes ou simplesmente ordinários, mas que já não se encaixam mais aqui dentro a não ser como lembranças. Doces, mas com algumas notas de tristeza, arrependimento — e muitas, muitas de crescimento e aprendizado. Diferentemente de um momento normal do cotidiano em que nos dá um estalo para algo que definimos como genial, a ideia do blog me veio aos poucos, sem nem mesmo idealizar desde o princípio. Simplesmente caiu de bandeja em uma das minhas versões, em uma das fases da minha vida. Quando percebi, descobri-me não apenas querendo dividir as histórias que escrevia, mas amando resenhar as histórias que lia, os filmes que assistia e compartilhar sobre música e dicas de estudos. Mas a essência, aquilo que há de mais intrínseco e que é a principal mensagem que quero passar… ah, essa veio depois. Veio quando estava passando por um momento delicado. O blog Amar a Vida surgiu na tempestade do deserto pelo qual estava cada vez mais me embrenhando. Em uma caminhada voltada para o meu interior doente e repleto de tristezas e amarguras. Entre questionar por que aquilo acontecia e perceber o quanto era necessário. Nasceu quando voltei o olhar para o céu, e tomei consciência de que, no meio do caminho, havia deixado Aquele de mais precioso para trás: Deus. E como disse um sacerdote muito querido, Frei Gilson, um dos grandes responsáveis pelas mudanças que andam acontecendo em minha vida, um verdadeiro instrumento divino, “não se tira Deus da jogada”. Quando me reencontrei com Ele, vi o porquê daquele deserto, daquela falta de vontade de viver. Deparei-me com o tamanho das minhas misérias interiores, e entendi a função maior do sofrimento: ele nos purifica. Aquele deserto estava me purificando, fazendo-me crescer e ser mais forte. E foi no meio da percepção de que precisava mudar, retirar mágoas e ressentimentos do coração e, principalmente, libertar-me para poder voltar a amar a vida; além das ideias iniciais, um desejo tomou conta do meu coração: ajudar as pessoas a se lembrarem de voltar o olhar para o alto, para o verdadeiro sentido da vida. Então, caso você se encontre hoje em meio ao deserto, não entende o porquê de tanta apatia e falta de amor a cada segundo da sua existência, sente que precisa urgentemente voltar a se amar, a voltar seu olhar para o que é bom, belo e verdadeiro e descobrir por que você existe e qual é a sua missão nessa vida, fica. Dê o primeiro passo, talvez eu possa te ajudar. Deixe Deus transformar sua vida, assim como ele transformou a minha. De uma maneira linda e inesquecível. Abra o seu coração e viaje para dentro dele em uma descoberta que promete e requer mudanças. Vem aí, Amar a Vida. Em todas as estações — mesmo nas mais difíceis! Com amor, Elisabeth.

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A vida é mesmo surpreendente!

Há caminhos que só se revelam quando aprendemos a silenciar por dentro. Quando jogamos luzes sobre a escuridão. Há dores que não se desfazem com o tempo, mas se transformam quando lhes damos sentido. Como dizia Guimarães: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Coragem para recomeçar, para reacender a chama da esperança dentro do peito e viver com alegria e sentido. A terapia é esse espaço onde sua alma pode respirar, desabafar, se encorajar… e a sua história encontrar novos capítulos! Se algo em você pede mudança, eis-me aqui para caminhar com você! 🕯️🧺💌

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Nossa história… ❤️

Nós nos encontramos justamente em uma das aulas do professor Gurgel, e por termos a paixão literária, já sabia desde o começo que a literatura, a escrita e a arte seriam uns dos pilares que sustentariam o nosso amor. Começamos a partilhar as nossas vidas e descobrimos mais um gosto, ou melhor dizendo, uma devoção em comum: a de Nossa Senhora. A primeira novena que rezamos juntos foi justamente a devoção em que hoje fazemos parte que é o Apostolado da Medalha Milagrosa, de Nossa Senhora das Graças. Incrível perceber também o quanto o nosso amor teve a intercessão de São José. Lembro que a Elisabeth há bastante tempo não se achava pronta para um relacionamento, e quando ela justamente deu o “aval” e um pedido específico para São José, eu apareci no seu direct, elogiando o seu blog. E eu, meu bem, não pensei que São José fosse me conceder realmente alguém não só parecido com Enrico, mas infinitamente melhor. De todos os presentes que o Bom Deus me deu, você foi o que Ele escolheu para me levar para o Céu. De todas as graças que Nossa Senhora me concedeu, você foi a que mais tocou e marcou eternamente o meu coração. Lembro-me bem das noites em que rezei por ti sem nem te conhecer, recordo-me igualmente de pedir a São José, a Mãezinha e ao meu Anjo por ti, mas sempre terminava pedindo apenas para que preparassem. Até que em uma noite, já deitada e esperando o sono chegar, pensei em você e a oração terminou diferente. E como uma tempestade silenciosa, você chegou. De repente, não conseguia mais parar de conversar com o rapaz de olhos tão bonitos quanto misteriosos, dono das fotografias mais lindas que já tinha colocado meus olhos e que, tão logo vi pela primeira vez, meu coração reconheceu quem era. Principalmente quando sorriu para mim, esse teu sorriso que é o mais lindo do mundo. Essa foto carrega algo de muito especial e simbólico, porque marca a nossa trajetória guiada por Nossa Senhora das Graças. De pés descalços, na pedra em que Ela apareceu para aquelas duas meninas, no sertão da Bahia, nós agradecemos a grande graça que a Mãe de Deus nos concedeu: unirmo-nos nesta vida para que façamos dela somente um único ato de amor rumo ao Céu! ❤️

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12º Texto de Verão (Ano 2022): Congonhas: meu segundo berço mineiro

Lembranças do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, meu segundo berço mineiro. Uma verdadeira obra de arte de valor inestimável, uma beleza que transcende e nos aproxima de Deus de uma forma inigualável! Já estou morrendo de saudades e doidinha para voltar! A tradição de todos os anos precisa continuar. Se Deus quiser! 🤍

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11º Texto de Verão (Ano 2022): A famosa festa em honra à Santíssima Trindade, em Tiradentes.

Memórias do dia 16 de junho de 2019. Eis o motivo desse passeio: a festa em honra à Santíssima Trindade, que leva milhares de devotos todos os anos no mês de junho a Tiradentes — e que também me levou até lá dois anos atrás. Mas embora essa fosse a razão, eu, infelizmente, ainda não compreendia a grandiosidade de tudo isso. Vivia a minha vida de católica relaxada (e coloca relaxada nisso!), e por mais que fosse todos os domingos à Missa, quantas e quantas vezes não dei o devido valor a Deus, quantas e quantas vezes não queria estar lá e o feri e continuava ferindo Seu Preciosíssimo Coração até chegar o momento em que não mais sentia por tamanha ingratidão e falta de amor? Quantas e quantas não foram as vezes! Em minha última confissão, bem no início do processo, chorei o tempo todo. E algumas das palavras do padre que mais me marcaram, cito aqui. A primeira foi: “Deus nunca te abandonou, Ele sempre esteve te esperando de volta”. Minha mãe disse isso também e ouvi-las da boca do sacerdote foi como uma confirmação. Deus sempre esteve me esperando retornar para casa, pois Ele não abandona suas ovelhas, por mais teimosas e rebeldes que possam ser. Ele sempre está à espera de nós. “Na montanha com Jesus,No encontro com o Pai,Recebemos a mensagem:Ide ao mundo e o transformai! Deus nos fala na históriaE nos chama à conversão:Vamos ser palavras vivasProclamando a salvação. Ó Trindade, vos louvamos,Vos louvamos pela vossa comunhão!Que esta mesa favoreça,Favoreça nossa comunicação!” 🤍 Dai-nos a força e a coragem necessárias para sermos sal da terra e luz do mundo, Senhor! 🙏🏻❤️‍🔥 Quer ver mais fotos desse passeio maravilhoso? Siga-me no Instagram. Lá, posto tudo que acontece a cada momento!

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10º Texto de Verão (Ano 2022): Basta um olhar sobre as flores, e me lembro de Santa Teresinha

“A santidade não consiste em grandes obras, mas em pequenas coisas feitas com amor.”. Agora, toda vez que vejo uma flor, recordo-me de Santa Teresinha, proclamada pela Santa Igreja Católica como “Doutora da ciência do amor divino”, a quem estou tendo o privilégio de aprender mais e mais sobre ela e com ela. Como é linda a história dessa santa, e como nos inspira a buscar pela santidade dia após dia, não através de grandes feitos heróicos, mas de pequenos atos feitos com amor. “Ó Jesus, meu Amor… minha vocação, enfim eu a encontrei, minha vocação é o Amor!”. Oh, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, rogai por nós. Ajuda-nos nesta caminhada a buscar sempre o Amor! 🤍🌹

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Cinco benefícios que você adquire com o hábito da leitura

Já tive o privilégio de conhecer pessoas que, mesmo sem terem feito um Fundamental II ou o Ensino Médio por falta de oportunidades, escrevem e falam muito bem simplesmente porque amam ler romances e viajar no mundo dos livros. Você pode até pensar o contrário ou que não vai adiantar de nada começar a ler diariamente, mas os livros são grandes responsáveis por melhorar a escrita e a fala das pessoas, além de incutir-lhes uma vasta cultura. 2. Você adquire um vocabulário amplo. A cada livro que lê, você descobre palavras novas que, aparentemente, podem parecer difíceis, mas assim que você procura o significado, seja no dicionário ou na internet, você descobre que aquela palavrinha que parece um monstro de sete cabeças não significa nada mais nada menos do que uma ação que você mesmo pratica no cotidiano, ou o nome de algum medo que aquele seu amigo possui ou até mesmo significados maiores como, por exemplo, os utilizados no âmbito dos estudos (teologia, filosofia, medicina, direito), que irão te ajudar muito quando você elevar o nível de dificuldade de suas leituras. E pasmem! Quanto mais você eleva o nível de dificuldade de seus livros, mais vocabulário, conhecimento, cultura e visão de mundo, você adquire. Automática e inerentemente você vai introduzir as palavras novas que aprendeu em suas falas cotidianas. 3. Os livros melhoram as suas relações interpessoais, porque eles te fazem sentir e pensar. Uma pessoa que lê, sempre vai ter algo a compartilhar. Por experiência própria, toda vez que termino um livro, não importa qual a minha reação (se fico eufórica, triste ou com raiva), sempre desejo compartilhar as minhas impressões com as outras pessoas. Portanto, se você é do tipo de pessoa tímida, que se sente insegura porque nunca sabe o que dizer ou acredita que não tem mesmo nada de interessante para dizer, comece a ler! Quando se lê diariamente, você começa a adquirir suas próprias visões e opiniões sobre os mais variados assuntos. Se os gêneros de suas leituras forem diversificados, ajuda ainda mais. 4. A leitura te torna uma pessoa inspirada e criativa. Sim, o hábito da leitura te incute inconscientemente uma grande inspiração para realizar suas tarefas diárias da melhor forma possível, bem como a fazer muitas outras coisas- talvez impensadas por você até então! De alguma forma, as impressões das histórias que você lê, vão refletir na sua vida. Vão te inspirar a conhecer lugares novos, simplesmente porque você leu e conheceu através dos livros- e achou um máximo! – ou ainda vão inspirar a escrever suas próprias histórias, romances e aventuras. E podem igualmente te influenciar ainda a desenvolver artes como, por exemplo, artesanato e pinturas. 5. As boas histórias são grandes instrumentos para te aproximar do Bom Deus. Os bons livros contêm tudo que há de mais belo, bom e verdadeiro, carregam importantes mensagens e grandes lições para a sua vida. Sempre li bastante, mas, há poucos anos, decidi me aventurar em outros gêneros além dos romances e, em particular, esses últimos tempos, ando lendo muitos livros de autorias dos grandes santos, como o “Manuscrito A”, de Santa Teresinha, os “Escritos de São Francisco de Assis”, a biografia de Padre Miguel do Cajuru que, se Deus quiser, ainda será honrado e reconhecido como santo pela Santa Igreja. Isso tudo tem me aproximado cada vez mais do Senhor. Ao ler os relatos de suas vidas no cotidiano, seus pequenos e grandes sacrifícios que faziam para Deus, assim como suas próprias visões de mundo: um olhar sempre voltado para Nosso Senhor, comecei a tomá-los como exemplo, como uma pequena alma carregada em ombros de gigantes que estão me levando para o que realmente importa: Jesus! Ler sobre suas vidas me inspiram a também fazer sacrifícios pequenos e diários, a incrementar mais orações em minha vida e momentos de intimidade com o Pai, o Amor que não é devidamente amado e honrado como merece, como bem lembra Santa Teresinha. Da mesma forma, podemos tirar grandes lições e mensagens dos outros gêneros literários. Quantas vezes não aprendemos com os erros dos personagens literários que caíram em uma mentira e se deram mal? Ou quando foram misericordiosos e nos ensinaram a nobreza do perdão? Ou ainda, quando, no ápice da narrativa, revelaram-nos possuir a maior de todas as virtudes: a humildade? Os grandes livros têm o poder de transformar as nossas vidas e nos ajudar a viver como Deus deseja. P.S.: E se você não gosta de clássicos, seja porque os acha difíceis ou porque a escola te fez criar péssimas memórias sobre eles, fazendo-o até mesmo odiá-los, esqueça de tudo isso e dê uma nova chance- a eles e, principalmente, a você! Todos nós temos muito o que aprender com esses grandes livros, afinal eles são clássicos justamente porque são sempre novos e jamais se desatualizarão. São atemporais!

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9º Texto de Verão (Ano 2022): Existe uma pedra no meio do caminho, você está disposto(a) a retirá-la?

Um dos poemas que mais gosto do Carlos Drummond de Andrade é “No meio do caminho”. Ele é um poema um tanto quanto criticado, mas eu prefiro dizer que, na verdade, ele é genial e incompreendido. Ao colocar tantas repetições sobre a bendita pedra no meio do caminho, o grande Drummond simplesmente retratou a nossa realidade cotidiana, em que muitas vezes nos deparamos com um problema e só conseguimos ter olhos para ele e não para as possíveis soluções. Atire a primeira pedra quem nunca fez isso e recorrentemente não faz! Sei muito bem que determinadas situações por quais passamos podem ser extremamente difíceis, mas não vai ajudar ficar entristecido pelos cantos. E é exatamente isso que sempre busco me lembrar. Há alguns anos, ficava bem irritada se algo fugisse do esperado (o que, francamente, é algo ridículo e bem soberbo, porque não temos o controle de nada, só Deus tem!), mas hoje procuro me acalmar e me lembrar de uma lição valiosa que aprendi no Clube da Autoestima: os problemas de nossa vida é só a nossa vida acontecendo. Isso terminou de girar a “chave” que faltava dentro de mim. Todo mundo tem problemas, por mais que pensemos que não. E eu sei bem o quão extremamente difícil é colocar a calma em prática quando estamos sofrendo bastante, seja por um sonho que está se perdendo ou por uma tribulação que estejamos passando. Às vezes, tudo que queremos é chorar e ficar de mal com a vida. Mas veja bem: derramar lágrimas ou sentir tristeza, raiva, impotência é algo normal, mas isso não pode nos dominar. Não podemos ser escravos dos nossos instintos e sentimentos, precisamos governá-los com a razão. E claro, pedir ajuda ao Senhor. “Tudo posso Naquele que me fortalece”, foram as sábias palavras de São Paulo, as quais precisamos nos relembrar constantemente. Quando focamos apenas no problema, esquecemos de que precisamos solucioná-lo. E é aí mora nossas pequenas vitórias diárias. Quem sabe se a gente internalizar isso, possamos, antes de chorarmos e sentirmos que a vida está perdida, buscar por soluções? Aí você pode estar se perguntando: “Beth, eu já tentei buscar as soluções e não existe nenhuma possível”, então, bem, você precisa seguir aquele velho e sábio ditado que diz “o que não tem remédio, remediado está!”. É difícil à primeira, à segunda e até mesmo à terceira vista? Absolutamente! Eu que o diga! Mas a gente precisa começar a lembrar mais sobre a importância de triunfarmos sobre os nossos problemas, darmos o nosso melhor. E quando isso não for o bastante, entreguemos a Deus. Minha avó materna, que infelizmente não tive o prazer de conhecer, sempre dizia: Deus sabe mais e resolve melhor. Hoje, depois de muitos anos, enxergo a verdade, a mais pura e sublime verdade, que essa frase representa. Essa grande lição! Depois de muito errar fazendo as coisas do meu jeito, Deus me mostrou, mesmo sendo tão indigna, o quanto cada coisa tem o seu tempo. Agora, eu te pergunto: o ano de 2022 começou há exatos doze dias, e como você já tem reagindo a ele? Está tudo bem ou você já está enfrentando seus primeiros desafios? Caso sim, se no meio do teu caminho existe uma pedra, você está disposto(a) a retirá-la ou vai continuar parado(a), apenas focando em sua desagradável e rochosa existência que te impede de ser feliz?

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8º Texto de Verão (Ano 2022): Um propósito para a vida

Hoje é um dia muito especial: memória de Santa Cecília, virgem e mártir e padroeira dos músicos. Eu, que tenho uma relação fortíssima com a Música, não posso deixar de fazer uma singela homenagem a ela e também recomeçar com o “pé direito” essa minha caminhada. Já tem alguns anos que iniciei a minha história com o mundo musical, mas basicamente deixei muita coisa para trás quando me mudei para um colégio particular e veio toda aquela fase de vestibular. Sério gente, não pirem por conta disso. É um dos meus maiores arrependimentos! Além da Música, deixei uma outra grande paixão de lado que é escrever, e até mesmo de servir em casa, ajudar a minha mãe. Tudo porque incutiram na minha cabeça, aos pouquinhos, que devia estudar até a exaustão e perder anos da minha vida para passar em uma faculdade de renome – e que hoje em dia, só tem nome mesmo. E mais nada! Agora, depois de alguns anos de aprendizado de vida, voltei a me dedicar ao que realmente gosto e recuperar minha essência. Outra coisa de que me arrependo, é de não ter começado a alguns meses atrás. Hoje, também consigo enxergar o quanto a soma dos poucos – algo que estou aprendendo vivamente no Clube da autoestima, com a Ana Lídia – faz toda a diferença. Mas, sempre é tempo de recomeçar. E ao invés de me lamentar e ficar pelos cantos, vou começar a colocar em prática as aulas do Clube e colocar em prática a virtude da perseverança. Não vou esperar o ano que vem, não vou esperar nem mais um dia para fazer acontecer. Vou viver o hoje. Este mês de novembro, reiniciei meus estudos de violão e canto. E nem que seja por quinze minutinhos por dia, vou me empenhar. Não somente nisso, mas em meus outros deveres, como o “Projeto poliglota”. Nem que por quinze minutinhos ao dia, mas quero e preciso de adquirir a constância – que é muito difícil para mim, que me deixo levar frequentemente por problemas e pela vontade de querer terminar tudo de uma vez só. Que possamos cada vez mais nos esforçar para nos tornarmos as nossas melhores versões e triunfarmos sobre nós mesmos com a ajuda da graça de Deus. Inspiremo-nos nesta grande santa que deu a vida por Nosso Senhor e nunca desistiu, mas confiou sempre. Com amor e esperança, Elisabeth (Memórias de 22 de novembro de 2021)

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Causos de cinema: “Um Natal Coroado” (2015)

Título original: “Crown for Christmas” Gênero: romance, comédia, drama e família. Classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ “Um Natal coroado” ou “A Princesa do Castelo Real” (como o filme também é conhecido), conta a história de Allie Evans que, desde muito cedo, teve que abandonar o sonho de ser artista plástica para cuidar dos irmãos mais novos. A uma semana do Natal, Allie e sua irmã são despedidas do hotel de luxo onde trabalhavam como camareiras, em Nova York, o que deixa a situação da família Evans, que já tinha pilhas e pilhas de contas para pagar, ainda mais preocupante. Entretanto, o destino tem outros planos para a nossa mocinha, e Fergus, mordomo de um importante benfeitor do hotel, quando vê a moça ser despedida tem uma incrível ideia… Naquela noite em que tudo parecia perdido, o mordomo bate à porta dos Evans e oferece um misterioso emprego a Allie. Depois de uma certa persuasão por parte de seus irmãos, Allie aceita o emprego e, pouco tempo depois, vê-se em um reino europeu chamado Winshire. O trabalho? Seria babá de uma princesinha! Ao se ver no grande castelo, nossa heroína pensa estar dentro de um sonho, ela só não fazia ideia de que já havia conhecido o homem mais importante da região, o rei Maximillion III, quem havia atropelado com seu carrinho de limpeza no andar vip do hotel e a quem também oferecera um kit de costura como pedido de desculpas. Quando os dois se reencontram, algo acaba acontecendo com o coração do nosso viúvo Max, que hoje sofre com a pressão de um reino machucado pela decadência da monarquia no mundo moderno e um povo que anseia por um casamento real. Essa trama é linda, e Allie chegou em um momento tão certo! Aos poucos, ganhou a confiança da pequena Theodora, a Ted, que nunca parou com uma babá por mais de dois dias só porque queria carinho. Allie com sua sabedoria de irmã mais velha, soube logo que a rebeldia da garota se tratava com amor, atenção e uma infância o mais normal possível em se tratando de uma criança real, coisas que foram retiradas da menina desde a morte de sua mãe. “Mas por que você não pode ser a minha mãe?” “Bom… para começar eu teria que me casar com seu pai, e ambas sabemos que é impossível.” Além disso, Allie deu nova cor à vida de Max e o ajudou a reconstruir a relação com Ted, que andava há muito tempo abalada com os compromissos de trabalho e as pressões de seu conselheiro real e de Lady Celia, a típica alpinista social que sempre quis se casar com ele. Allie chegou para colorir a vida dos integrantes da família real e de todos os moradores do castelo, e reascender a chama do amor, coroando-os com uma vida repleta de felicidade para sempre. “Mas e como fica o trono?” “Sobreviveu a mil anos, pode sobreviver a uma garota do Brooklyn.” Eu sei, gente, que o filme passado também foi com temática da realeza, mas estou “maratonando” os filmes da Hallmark, principalmente os natalinos e os da realeza — quando misturam esses dois temas, então… Enlouqueço! Se você quer ter uma tarde levinha e bem romântica, pode colocar essa belezinha de filme para rodar e fazer uma pipoca delícia! Este está mais que recomendado para guardar, ver e rever! ♥️ Até o próximo filme!

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Resenha: “A garota rebelde”, de Emmy Von Rhoden (1972)

Livro 📖 : “A GAROTA REBELDE”, 1972 Autora 📝 :  Emmy Von Rhoden Em meio às belas paisagens alemãs do século passado, Ilse Macket é uma jovem de quinze anos nada convencional. Ao invés de passar o tempo estudando francês, alemão, inglês, redação, aritmética, costura e por aí vai, a filha do velho Juiz Macket prefere correr pelos campos da propriedade montada a cavalo, cuidando dos animais e brincando. A “boadrasta”, Dona Ana, já não sabe mais como lidar com a situação, e o Pastor Wollert, que muito tentou fazer com que a menina levasse os estudos à sério, cansou dos sorrisinhos irônicos da mesma enquanto tentava, a duras penas, ensinar-lhe algo. “[…] na minha opinião a Ilse deve ir imediatamente para um pensionato.” O pai, por mais que se chateava com as atitudes da filha, entristecia-se com a possibilidade de enviá-la para longe, mas, assim como a esposa, não sabia mais como agir. Então, depois de mais aborrecimentos com Ilse, acaba cedendo à ideia de interná-la em um pensionato perto da capital. Quando Ilse descobre não consegue acreditar. Briga com o pai e se ressente com a madrasta que sempre a tratou como filha. Promete fugir do lugar e voltar para Moosdorf, jura até mesmo revolucionar o local. Mas, no fim, no dia primeiro de julho viaja para seu novo lar. Na bagagem, leva o velho e companheiro vestido azul escuro repleto de manchas e poeira, o horrível cinto de couro cru, as botas rasgadas e uma perereca; no rosto, uma expressão terrivelmente contrariada (quem ler, vai entender essa referência! Rsrs.). Mas, nós bem sabemos que a vida traz muitas surpresas, e quando Ilse chega ao pensionato feminino regido pela Diretora Raimar, na cidadezinha de Esperança, descobre que o local não tem apenas regras chatas e, ao seu ver, inúteis. Não demora muito, e Ilse acaba aprendendo pequenas grandes lições sobre a vida. “A garota rebelde” foi o primeiro livro que li. Isso foi há tanto tempo que nem consigo me recordar quando. O fato é que, depois de tantos anos, decidi reler. E, novamente, apaixonei-me pelos personagens. Senti-me fascinada ao acompanhar Ilse, seu amadurecimento, sua amizade com Nellie, uma órfã que tem os estudos financiados pelo tio, é apaixonada pelo jovem professor do local e, aparentemente, conformada com o destino de ser governanta; as meninas do orfanato — Flora, a aspirante a escritora, Orla, que tem um temperamento difícil mas se mostra uma grande colega no fim, Lili, o pequeno anjinho —, a Professora Gussow e sua história surpreendente. E, no fim, ainda apreciamos o romance fofo de nossa garota rebelde e o jovem Leo. É de deixar o coração nas alturas! A obra de Emmy von Rhoden é simplesmente doce, apaixonante e inesquecível! O clássico mundial publicado originalmente em 1885 com o título de “Der Trotzkopt” e recontado no Brasil por Esdras do Nascimento, em 1972, através da Editora Tecnoprint, marcou a infância e a pré-adolescência de muitas pessoas, assim como a minha. Está mais que recomendado!

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São João del Rei, meu pedacinho de chão

Uma cidade repleta de encanto, repleta de histórias — a minha história! (E aqui não faço referência apenas ao livro que estou escrevendo, mas também às páginas da minha própria vida!). Só Deus sabe o quanto meu coração fica envolto de felicidade quando passeio entre os casarios do centro nas ruas de paralelepípedos, quando estou prestes a entrar em uma loja e escuto o apito da Maria Fumaça chegando ou partindo para Tiradentes, quando vou assistir às Santas Missas no Carmo ou na Catedral (a propósito, as Missas mais lindas e tradicionais, onde a gente sente o Céu tocando a Terra através das músicas antigas e do bom e velho órgão. Quando participam as famosas orquestras então…), quando chego em casa e encontro aquele pão de queijo autêntico e quentinho me esperando junto com um bom café com leite ou quando chove e posso sentir um dos meus cheiros favoritos: a terra molhada. São João del Rei tem História. Tem muitas histórias! E elas se entrelaçam com todas as lembranças que guardo em meu coração, sejam elas as memórias de infância ou as que ainda pretendo construir dentro e fora dos meus livros, se Deus me permitir!

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Maria Elisabeth

Olá! Muito prazer, eu me chamo Maria Elisabeth! Sou católica, noiva, tenho 25 anos, nasci em São Paulo, capital, mas sou completamente mineira e baiana de coração! Como uma autêntica peregrina, vivo entre as duas cidades que o Bom Deus me presenteou: São João del-Rei, uma cidadezinha histórica no sul de Minas Gerais, perto de Tiradentes; e a bela, também histórica mas repleta de mar, Salvador, na Bahia! Trabalho como escritora, terapeuta e fotógrafa da poesia heroica de cada dia.

Criei o blog Amar a Vida no início de 2022, depois de um encontro marcante, inesquecível e decisivo com Jesus Cristo, em que me reaproximei da Santa Igreja Católica. Como em um diário (mas aberto ao público!), aqui registro as minhas aventuras e peregrinações em busca da santidade. Compartilho meus aprendizados e memórias desta vida extraordinariamente comum, seja nas tardes ensolaradas e alegres de verão e primavera ou nas noites frias e tristes de outono e inverno… E em tudo isso, o objetivo maior: encontrar o tesouro guardado para todos aqueles que buscam a Verdade.

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